Produtor substitui soja e gado por usinas solares no campo

Produtor substitui soja e gado por usinas solares no campo

Escrito por Compre Rural Notícias – 28 de junho de 2025 (atualizado em 29/06/2025 às 09h24)

Com mais de R$ 15 bilhões investidos desde 2012, o avanço da energia solar ganha força no agronegócio, melhora a rentabilidade e garante estabilidade energética em regiões com infraestrutura precária, como zonas rurais do Paraná e Mato Grosso do Sul.

Energia solar ocupa espaço de lavouras e pastagens no Paraná. O agronegócio brasileiro, historicamente atrelado à produção de alimentos e fibras, agora também assume protagonismo em uma nova colheita: a da energia limpa. No noroeste do Paraná, onde antes se cultivava soja e se criava gado, surgem fileiras de painéis solares. O produtor Mauro Dias Lima, de Paranavaí, é um dos pioneiros nessa transição.

“É mais uma opção de renda”, explica Mauro, que passou a arrendar parte de sua propriedade para a instalação de uma usina solar. “Antes, arrendávamos para cana, soja, mandioca. Hoje, temos placas solares produzindo energia no lugar da lavoura.”

A iniciativa de Mauro reflete um movimento que cresce em várias regiões do estado. O Paraná se consolidou como o terceiro maior produtor de energia solar do Brasil, respondendo por 8,7% da geração nacional, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). O estado fica atrás apenas de São Paulo (15,5%) e Minas Gerais (12,2%).

Segundo Liciany Ribeiro, diretora-executiva da Absolar, o noroeste do Paraná tem se destacado pela concentração de usinas solares, beneficiado por clima favorável e proximidade com redes de distribuição. “São investidores que constroem as usinas e vendem a energia para cooperativas. Isso torna o processo viável e garante energia mais barata e acessível ao consumidor final.”

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